de dentro para fora, a vida
prolifera.
Mas quando é quebrado de fora
para dentro, o ovo vai ser comido.
Uma comunidade, um país,
uma cultura, para sobreviver,
para se prolongar no futuro,
tem de romper com as amarras,
quebrar as suas grilhetas,
aventurar-se para fora de si mesma,
reinterpretar passados, criar futuros.
É urgente permanecer
numa caminhada incessante,
sair da casca quebrando-a
com cautela e coragem natural.
Viajar, ler, tratar, pelejar,
sendo comandantes da nossa alma.
Se não deixarmos que nos quebrem,
mais tarde ou mais cedo, acontecerá a vida
que vale a pena ser vivida.
©PR