Quando um ovo se quebra
de dentro para fora, a vida
prolifera.
Mas quando é quebrado de fora
para dentro, o ovo vai ser comido.
Uma comunidade, um país,
uma cultura, para sobreviver,
para se prolongar no futuro,
tem de romper com as amarras,
quebrar as suas grilhetas,
aventurar-se para fora de si mesma,
reinterpretar passados, criar futuros.
O mesmo se poderá aventar
para cada pessoa, para além da idade,
é urgente permanecer
numa caminhada incessante,
sair da casca quebrando-a
com cautela e coragem natural,
ver, viajar, ler, tratar, pelejar.
Assim se faz vida
para valer a pena ser vivida.